Calculadora de fluxo de caixa

Projete o caixa da empresa mês a mês e descubra se ele fica negativo, e quando. Com crescimento das vendas, inadimplência, despesas fixas e variáveis e aquela saída grande que sempre pega de surpresa.

Vai faltar caixa?

A projeção começa no mês que vem. Use os números de um mês típico; a conta refaz a cada campo.

Somando todas as contas da empresa.
O que a empresa fatura num mês típico.
Negativo se as vendas estão caindo.
Parte do que é vendido e não entra.
Folha, pró-labore, aluguel, sistemas, parcelas.
Mercadoria, impostos, comissões, taxas, frete.
13º, imposto anual, uma parcela grande.
Preencha o saldo de hoje e o que entra e sai por mês. Com três números a projeção já aparece.
Saldo no fim do período R$ 0,00 Depois de todos os meses projetados.
Menor saldo R$ 0,00 O mês mais apertado.
Caixa fica negativo em Não fica O primeiro mês no vermelho.
Resultado médio por mês R$ 0,00 O que entra menos o que sai.
Projeção do fluxo de caixa mês a mês
MêsEntradasSaídasResultadoSaldo final

O que esta projeção simplifica. Ela trata o mês como um bloco só: o que entra e o que sai no mês acontece junto. Na vida real, um aluguel que vence no dia 5 e uma venda que entra no dia 25 podem deixar o caixa negativo no meio do mês mesmo com o mês fechando positivo. Quem vende a prazo deve informar as vendas já no mês em que elas viram dinheiro.

Como fazer o fluxo de caixa projetado

O fluxo de caixa registra o que entra e o que sai da conta da empresa, e o projetado olha para a frente: mostra o saldo dos próximos meses antes de eles acontecerem. É a ferramenta que separa a empresa que antecipa o aperto da que descobre no dia.

Saldo final do mês = saldo inicial + entradas - saídas
Entradas = vendas do mês × (1 - inadimplência)
Saídas = saídas fixas + vendas × % de saídas variáveis + saídas extras O saldo final de um mês é o saldo inicial do seguinte.

Passo a passo

  1. Comece pelo saldo de hoje. A soma de todas as contas bancárias e aplicações de resgate imediato da empresa.
  2. Projete as entradas. As vendas previstas, no mês em que o dinheiro entra, e não no mês da venda. Tire a inadimplência que a empresa costuma ter.
  3. Liste as saídas fixas. Folha, pró-labore, aluguel, sistemas, contador, parcelas de empréstimo. Elas acontecem com ou sem venda.
  4. Estime as saídas variáveis como porcentagem das vendas: mercadoria, impostos sobre a venda, comissões, taxas, frete.
  5. Marque as saídas pontuais. 13º e férias, imposto anual, renovação de seguro, uma compra grande de estoque. São elas que derrubam o caixa num mês que parecia normal.
  6. Encadeie os meses e procure o menor saldo. É ele, e não a média, que define quanto de folga a empresa precisa.

Exemplo

Uma empresa com R$ 30 mil em caixa, R$ 80 mil de vendas por mês, 3% de inadimplência, R$ 42 mil de saídas fixas e 40% de saídas variáveis gera cerca de R$ 3.600 por mês. Parece confortável, até o mês em que o 13º e um imposto anual somam R$ 25 mil: o saldo cai para perto de R$ 12 mil e leva vários meses para voltar ao ponto de partida. Com um mês de vendas fracas no mesmo período, o caixa fica negativo. A conta acima mostra esse mês com o nome dele.

Lucro não é caixa

Uma empresa pode ter lucro e ficar sem dinheiro. Acontece quando ela vende a prazo e paga à vista, quando o estoque cresce, quando o crescimento consome mais capital de giro do que gera, ou quando parcelas de dívida saem do caixa sem aparecer como despesa. A DRE mostra se a operação dá lucro; o fluxo de caixa mostra se ela tem dinheiro para continuar. Para medir quanto do caixa fica preso entre pagar o fornecedor e receber do cliente, use a calculadora de capital de giro.

Quanto manter de reserva

A referência mais usada é de três a seis meses de saídas fixas, mas o número certo sai da projeção: a reserva precisa cobrir o menor saldo do ano com folga. Empresas com receita muito sazonal ou concentrada em poucos clientes precisam de mais. O controle do dia a dia, com o que vence e o que entra em cada data, está no artigo sobre contas a pagar e a receber.

O caixa que você enxerga com antecedência é o que você consegue salvar.

Projeção, conciliação e o controle de contas a pagar e a receber são o dia a dia do financeiro. Conte como está o caixa da sua empresa e um especialista da Marvee responde.

Perguntas frequentes sobre fluxo de caixa

É a previsão do saldo da empresa nos próximos meses, a partir do saldo de hoje, das entradas previstas e das saídas programadas. Diferente do fluxo realizado, que registra o que já aconteceu, o projetado mostra o aperto antes de ele chegar, quando ainda dá para agir.

Parta do saldo de hoje, some as entradas previstas do mês e tire as saídas: as fixas, as variáveis e as pontuais. O resultado é o saldo final do mês, que vira o saldo inicial do mês seguinte. Repita mês a mês e procure o menor saldo do período.

A DRE mostra se a operação dá lucro, pelo regime de competência: a venda conta quando acontece. O fluxo de caixa mostra se há dinheiro, pelo regime de caixa: a venda conta quando o dinheiro entra. Uma empresa pode ter lucro na DRE e ficar sem caixa, se vende a prazo e paga à vista.

Os motivos mais comuns são vender a prazo e pagar fornecedores à vista, estoque crescendo, parcelas de empréstimo que saem do caixa sem ser despesa, retiradas dos sócios acima do lucro e crescimento rápido, que consome capital de giro antes de devolver. O fluxo de caixa mostra qual deles está pesando.

O realizado, toda semana, com a conciliação do extrato. O projetado, pelo menos uma vez por mês, e sempre que algo grande mudar: um cliente que atrasou, uma contratação, uma compra de estoque. Projeção desatualizada dá uma falsa sensação de segurança.

O suficiente para cobrir o menor saldo projetado com folga, e não a média. A referência comum é de três a seis meses de saídas fixas, mas empresas sazonais, com prazo longo de recebimento ou poucos clientes precisam de mais. A projeção mês a mês é o que transforma essa referência num número da sua empresa.