Calculadora de ponto de equilíbrio
Descubra quanto a empresa precisa vender por mês e por dia para não ter prejuízo, nos três pontos de equilíbrio: contábil, financeiro e econômico. Com a margem de segurança do faturamento de hoje.
Quanto vender para empatar
Custos fixos e a porcentagem que os custos variáveis levam de cada venda bastam. O resto refina.
Em unidades
A empresa hoje
A margem de segurança é quanto o faturamento pode cair antes de a empresa entrar no prejuízo. Abaixo de 10%, qualquer mês fraco vira vermelho.
Como calcular o ponto de equilíbrio
O ponto de equilíbrio é o faturamento em que a empresa não ganha nem perde. Abaixo dele, prejuízo; acima, cada venda vira lucro na proporção da margem de contribuição.
Ponto de equilíbrio contábil = custos fixos ÷ índice de margem
Ponto de equilíbrio financeiro = (custos fixos - depreciação + parcelas de dívida) ÷ índice de margem
Ponto de equilíbrio econômico = (custos fixos + lucro desejado) ÷ índice de margem Em unidades: divida o resultado pelo preço médio de venda.
Os três pontos de equilíbrio
- Contábil. O faturamento que zera o resultado da DRE, com todos os custos fixos, inclusive a depreciação. É o mais usado.
- Financeiro. O faturamento que zera o caixa. Tira a depreciação, que é despesa mas não sai do bolso, e soma as parcelas de empréstimo, que saem do bolso mas não são despesa. Responde a pergunta "quanto preciso vender para não faltar dinheiro".
- Econômico. O faturamento que paga também o lucro que o dono espera, ou o quanto o dinheiro investido renderia em outro lugar. Abaixo dele a empresa pode até dar lucro contábil, mas não remunera quem investiu.
Exemplo com R$ 40 mil de custo fixo
Se os custos variáveis levam 55% de cada venda, o índice de margem de contribuição é de 45%. O ponto de equilíbrio contábil é R$ 40.000 dividido por 0,45: R$ 88.888,89 por mês, ou R$ 4.040,40 por dia em 22 dias de venda. Com R$ 3 mil de depreciação e R$ 5 mil de parcelas, o financeiro sobe para R$ 93.333,33. Para tirar R$ 10 mil de lucro, o econômico é R$ 111.111,11. Faturando R$ 100 mil, a margem de segurança é de 11,1%.
Como baixar o ponto de equilíbrio
- Cortar custo fixo. Cada R$ 1.000 a menos de estrutura reduz o equilíbrio em R$ 1.000 dividido pelo índice de margem: no exemplo, R$ 2.222.
- Aumentar a margem de contribuição. Subir preço, renegociar o custo da mercadoria ou reduzir comissão e taxas. Passar o índice de 45% para 50% derruba o equilíbrio contábil de R$ 88,9 mil para R$ 80 mil.
- Mudar o mix. Vender mais do produto de maior margem tem o mesmo efeito de subir o preço médio. A calculadora de margem de contribuição compara um produto com outro.
O ponto de equilíbrio mostra o mês médio. O mês que aperta, com 13º, imposto anual ou uma venda grande atrasada, aparece na projeção do fluxo de caixa.
Saber o ponto de equilíbrio é a metade. A outra é acompanhar todo mês.
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Perguntas frequentes sobre ponto de equilíbrio
É o faturamento em que a empresa não tem lucro nem prejuízo: a margem de contribuição das vendas paga exatamente os custos fixos. Abaixo dele a empresa perde dinheiro, e acima dele cada venda vira lucro na proporção da sua margem de contribuição.
Divida os custos fixos do mês pelo índice de margem de contribuição, que é 1 menos a porcentagem que os custos variáveis levam de cada venda. Com R$ 40 mil de custo fixo e custos variáveis de 55%, o índice é 0,45, e o ponto de equilíbrio é R$ 88.888,89 por mês.
O contábil zera o resultado, com todos os custos fixos. O financeiro zera o caixa: tira a depreciação, que não sai do bolso, e soma as parcelas de dívida, que saem. O econômico inclui o lucro que o dono espera tirar. Os três usam o mesmo índice de margem de contribuição.
Divida os custos fixos pela margem de contribuição unitária, que é o preço menos os custos variáveis da unidade. Se a empresa vende vários produtos, use o preço médio e a margem média ponderada pelo volume de cada um, ou divida o ponto de equilíbrio em reais pelo preço médio.
É quanto o faturamento atual está acima do ponto de equilíbrio, em porcentagem. Uma empresa que fatura R$ 100 mil com equilíbrio em R$ 88,9 mil tem margem de segurança de 11,1%: pode perder até isso de vendas antes do prejuízo. Margem pequena deixa a empresa exposta a qualquer mês fraco.
Entra, como custo fixo. O pró-labore é a remuneração do trabalho do sócio e existe vendendo ou não. Deixá-lo de fora faz o ponto de equilíbrio parecer menor do que é. A distribuição de lucros, ao contrário, fica fora, e entra só no ponto de equilíbrio econômico, como o lucro desejado.