Contas a pagar e a receber

Contas a pagar e a receber: como ter controle

Marvee ·

O mesmo cliente está cadastrado duas vezes: uma vez em vendas, outra no financeiro, cada um em uma planilha que não conversa com a outra. E, em algum lugar no meio da bagunça, uma parcela venceu sem que ninguém percebesse.

Essas são as duas dores mais comuns de quem toca o financeiro de uma pequena ou média empresa em planilha separada do que o comercial usa. Não são falhas de atenção: são o resultado esperado de um jeito de controlar contas a pagar e a receber que nasceu desconectado do resto da operação.

Este texto explica o que compõe um controle de contas a pagar e a receber que funciona, e por que ele funciona melhor quando parte do mesmo cadastro de cliente e fornecedor que vendas, PDV ou reservas já usam.

Por que contas a pagar e a receber viram bagunça?

A causa raiz mais comum não é falta de disciplina de quem cuida da planilha: é o mesmo cliente existir cadastrado duas vezes, uma no comercial e outra no financeiro, em sistemas que não trocam informação entre si. Some a isso uma planilha de caixa sem histórico de quem alterou o quê, e o saldo passa a errar sem que ninguém consiga apontar o motivo.

Esse cenário é a regra, não a exceção, entre pequenos negócios brasileiros. Uma pesquisa do Sebrae/PR mostra que 30% dos pequenos negócios ainda controlam as contas em planilha, 25% em caderno, apenas 20% usam aplicativo ou sistema digital, e 10% não fazem nenhum controle financeiro. Controlar contas a pagar e a receber num arquivo isolado do resto da empresa não é um desvio raro: é como a maioria ainda opera.

O que é, na prática, controlar contas a pagar e a receber

Um controle funcional trata cada conta como um título que se divide em parcelas, cada uma com vencimento próprio e status que muda sozinho: pendente, parcial, pago ou vencido, sem alguém precisar marcar manualmente.

Quando cabe, a parcela carrega juros, multa ou desconto, e pode receber anexo. A baixa é feita por parcela, com data e forma de pagamento, e é protegida para que duas pessoas não deem baixa ao mesmo tempo e atropelem o saldo. É essa estrutura, parcela por parcela, que separa um controle de contas a pagar e a receber de uma simples lista de lançamentos numa planilha.

Por que ligar as contas ao cadastro de cliente e fornecedor?

Quando a conta a receber nasce do mesmo cadastro de cliente usado na venda, o cliente é cadastrado uma única vez, e cobrar não exige redigitar nome, documento ou dados de contato.

É esse cadastro compartilhado com o CRM (o mesmo que PDV e Reservas também usam) que garante o valor certo caindo na parcela certa: a conta nasce direto da venda ou da reserva, sem uma etapa manual de relançar o lançamento no financeiro. É esse mesmo cadastro duplicado, entre vendas e financeiro, que a primeira seção deste texto aponta como causa raiz da bagunça.

Como não deixar uma parcela vencer sem perceber?

Em vez de depender de alguém lembrar de abrir a planilha, uma conferência automática pode rodar todas as madrugadas: marca as parcelas que venceram e confere se o saldo bate, sem mexer no dinheiro por conta própria, apenas sinalizando. É essa checagem diária que sustenta o status “vencido” mudando sozinho, mencionado na seção anterior.

O tamanho do problema que esse tipo de conferência ataca aparece num indicador nacional. Segundo a Serasa Experian, o Brasil chegou a 9,2 milhões de CNPJs inadimplentes em julho de 2026, com dívidas somando R$ 238,6 bilhões; micro e pequenas empresas responderam por 8,7 milhões desses negativados, e o setor de serviços concentrou 55,8% do total. Organizar as rotinas de pagamentos e cobranças é parte do que ajuda a evitar entrar nessa estatística, tema tratado com mais profundidade neste guia sobre BPO e terceirização financeira.

Como organizar por centro de custo e plano de contas

Cada pagamento e recebimento pode ser classificado num plano de contas de até 3 níveis e num centro de custo, com rateio por porcentagem quando um mesmo lançamento precisa ser dividido entre mais de um centro.

É essa classificação que muda a pergunta que o financeiro consegue responder: não só “quanto entrou e saiu”, mas “para onde o dinheiro foi”, por área, projeto ou centro de resultado.

Quando vale unificar contas a pagar e a receber com o resto da operação?

O ponto de virada chega quando manter o financeiro numa planilha separada das vendas custa mais em retrabalho e erro do que integrar tudo num único cadastro.

A Tesouraria é o app do Marvee Hub que reúne contas bancárias e caixa, contas a pagar e a receber com parcelas e baixa, plano de contas e centros de custo, no mesmo cadastro de cliente e fornecedor que o CRM, o PDV e as Reservas já usam. Ela não tem preço próprio: o acesso vem da assinatura e das licenças do Hub.

Perguntas frequentes

O que é controle de contas a pagar e a receber?

É organizar cada conta como um título dividido em parcelas, com vencimento e status que muda sozinho entre pendente, parcial, pago ou vencido, com juros, multa ou desconto quando cabe.

Por que ligar contas a pagar e a receber ao cadastro do cliente?

Porque evita cadastrar o mesmo cliente duas vezes, uma nas vendas e outra no financeiro, e garante que o valor da venda chegue direto na parcela certa, sem redigitação.

Como evitar que uma parcela vença sem ninguém perceber?

Com uma conferência automática que roda todas as madrugadas, marca as parcelas vencidas e confere o saldo, em vez de depender de alguém lembrar de abrir a planilha.

O que é plano de contas e centro de custo?

É a forma de classificar cada pagamento e recebimento por categoria (plano de contas, em até 3 níveis) e por área da empresa (centro de custo), com rateio quando um lançamento se divide entre mais de um centro.

Quanto custa a Tesouraria da Marvee?

A Tesouraria não tem preço próprio, o acesso vem junto da assinatura e das licenças do Marvee Hub.