Calculadora de DRE gerencial e EBITDA
Monte a DRE gerencial da sua empresa em poucos minutos: receita líquida, lucro bruto, margem de contribuição, EBITDA, lucro operacional e lucro líquido, cada um com a sua margem.
A DRE do mês
Use os números de um mês fechado, ou do ano. A demonstração se monta embaixo, linha a linha.
| Linha da DRE | Valor | % da receita líquida |
|---|
Como montar a DRE gerencial
A DRE, demonstração do resultado do exercício, mostra o caminho da receita até o lucro. A gerencial é a versão feita para decidir: organiza as linhas pela pergunta que o dono faz, e não pela regra contábil.
Lucro bruto = receita líquida - custo do que foi vendido
Margem de contribuição = lucro bruto - despesas variáveis
EBITDA = margem de contribuição - despesas fixas
Lucro operacional (EBIT) = EBITDA - depreciação e amortização
Lucro líquido = EBIT - resultado financeiro - IRPJ e CSLL
Passo a passo
- Escolha o período e use o regime de competência: a venda entra no mês em que aconteceu, mesmo que o dinheiro entre depois.
- Tire da receita o que nunca foi da empresa: impostos sobre a venda e devoluções.
- Separe o custo do que foi vendido das despesas. Custo é o que vira produto ou serviço; despesa é o que mantém a empresa funcionando.
- Separe as despesas variáveis das fixas. É essa separação que faz a DRE gerencial mostrar a margem de contribuição, que a contábil não mostra.
- Desça linha a linha até o lucro líquido e calcule cada margem sobre a receita líquida.
Exemplo com R$ 100 mil de receita
Tirando R$ 8 mil de impostos, a receita líquida é de R$ 92 mil. Com R$ 40 mil de custo, o lucro bruto é de R$ 52 mil, 56,5% da receita líquida. As despesas variáveis levam R$ 7 mil e a margem de contribuição fica em R$ 45 mil. Depois de R$ 30 mil de despesas fixas, o EBITDA é de R$ 15 mil, uma margem de 16,3%. Com R$ 2 mil de depreciação e R$ 1,5 mil de resultado financeiro, o lucro líquido de uma empresa do Simples é de R$ 11.500, 12,5% da receita líquida.
DRE gerencial e DRE contábil
A DRE contábil segue a legislação societária e as normas contábeis: é a que vai para o balanço, para o banco e para a Receita. A gerencial é livre e serve à gestão. As diferenças mais comuns:
- Ordem das linhas. A gerencial separa custos variáveis de fixos e mostra a margem de contribuição; a contábil agrupa por natureza.
- Frequência. A gerencial é mensal, ou semanal; a contábil, em geral, anual ou trimestral.
- Detalhe. A gerencial pode abrir por produto, unidade ou canal de venda, o que a contábil não faz.
- Itens fora do padrão. A gerencial pode tirar um evento que não se repete para mostrar o resultado recorrente.
O que o EBITDA mostra
EBITDA é o lucro antes de juros, impostos sobre o lucro, depreciação e amortização. Ele isola a operação: quanto o negócio gera, independente de como a empresa se financia e do regime tributário. É o número mais usado para comparar empresas e para avaliar o valor de um negócio. Mas EBITDA não é caixa: não desconta parcelas de dívida, investimentos nem o dinheiro que fica preso em clientes e estoque. Para essa parte, use a calculadora de fluxo de caixa e a de capital de giro.
DRE todo mês é o que separa a gestão do palpite.
Plano de contas, conciliação, competência e uma DRE gerencial que fecha no começo do mês seguinte. Conte como está o financeiro da sua empresa e um especialista da Marvee responde.
Perguntas frequentes sobre DRE gerencial e EBITDA
É a demonstração do resultado feita para a gestão, e não para o fisco. Ela mostra o caminho da receita até o lucro numa ordem que ajuda a decidir: separa custos variáveis de fixos, mostra a margem de contribuição e pode ser aberta por produto, unidade ou canal. Costuma ser mensal.
Parta da receita bruta do período e tire os impostos sobre a venda para ter a receita líquida. Tire o custo do que foi vendido para ter o lucro bruto, as despesas variáveis para ter a margem de contribuição e as despesas fixas para ter o EBITDA. Depois tire depreciação, resultado financeiro e imposto sobre o lucro até chegar ao lucro líquido.
A contábil segue a legislação e as normas contábeis, e é a que vai para o balanço, o banco e a Receita. A gerencial é livre, feita para decidir: separa custos fixos e variáveis, mostra a margem de contribuição, sai todo mês e pode ser detalhada por produto ou unidade.
Pela DRE: receita líquida menos o custo do que foi vendido, menos as despesas variáveis e as fixas, sem descontar depreciação, amortização, juros e impostos sobre o lucro. Ou de baixo para cima: lucro líquido mais impostos sobre o lucro, mais resultado financeiro, mais depreciação e amortização.
É o EBITDA dividido pela receita líquida. Mostra quanto de cada real vendido a operação gera antes de juros, impostos sobre o lucro e depreciação. Não existe número certo para todo negócio: comércio costuma ter margens menores que serviços e software. O mais útil é comparar com o próprio histórico e com empresas do mesmo setor.
O DAS entra inteiro nas deduções da receita, porque é calculado sobre o faturamento. A linha de IRPJ e CSLL fica zerada, já que esses tributos estão dentro do DAS. Por isso, numa empresa do Simples, o lucro antes do imposto e o lucro líquido costumam ser iguais.