Calculadora de DRE gerencial e EBITDA

Monte a DRE gerencial da sua empresa em poucos minutos: receita líquida, lucro bruto, margem de contribuição, EBITDA, lucro operacional e lucro líquido, cada um com a sua margem.

A DRE do mês

Use os números de um mês fechado, ou do ano. A demonstração se monta embaixo, linha a linha.

Tudo o que foi vendido no período.
No Simples, o DAS do período.
Mercadoria, matéria-prima ou custo direto do serviço.
Comissões, taxas de cartão, frete de venda.
Pessoal, pró-labore, aluguel, sistemas, administrativas.
Juros e tarifas pagos menos rendimentos. Negativo se a empresa ganha mais do que paga.
No Simples, zero: já estão no DAS.
Informe a receita do período. Um mês fechado já basta.
EBITDA R$ 0,00 O que a operação gera.
Margem EBITDA 0% Sobre a receita líquida.
Lucro líquido R$ 0,00 O que sobra no fim.
Margem líquida 0% Sobre a receita líquida.
Demonstração do resultado gerencial do período
Linha da DREValor% da receita líquida

Como montar a DRE gerencial

A DRE, demonstração do resultado do exercício, mostra o caminho da receita até o lucro. A gerencial é a versão feita para decidir: organiza as linhas pela pergunta que o dono faz, e não pela regra contábil.

Receita líquida = receita bruta - impostos sobre a venda e devoluções
Lucro bruto = receita líquida - custo do que foi vendido
Margem de contribuição = lucro bruto - despesas variáveis
EBITDA = margem de contribuição - despesas fixas
Lucro operacional (EBIT) = EBITDA - depreciação e amortização
Lucro líquido = EBIT - resultado financeiro - IRPJ e CSLL

Passo a passo

  1. Escolha o período e use o regime de competência: a venda entra no mês em que aconteceu, mesmo que o dinheiro entre depois.
  2. Tire da receita o que nunca foi da empresa: impostos sobre a venda e devoluções.
  3. Separe o custo do que foi vendido das despesas. Custo é o que vira produto ou serviço; despesa é o que mantém a empresa funcionando.
  4. Separe as despesas variáveis das fixas. É essa separação que faz a DRE gerencial mostrar a margem de contribuição, que a contábil não mostra.
  5. Desça linha a linha até o lucro líquido e calcule cada margem sobre a receita líquida.

Exemplo com R$ 100 mil de receita

Tirando R$ 8 mil de impostos, a receita líquida é de R$ 92 mil. Com R$ 40 mil de custo, o lucro bruto é de R$ 52 mil, 56,5% da receita líquida. As despesas variáveis levam R$ 7 mil e a margem de contribuição fica em R$ 45 mil. Depois de R$ 30 mil de despesas fixas, o EBITDA é de R$ 15 mil, uma margem de 16,3%. Com R$ 2 mil de depreciação e R$ 1,5 mil de resultado financeiro, o lucro líquido de uma empresa do Simples é de R$ 11.500, 12,5% da receita líquida.

DRE gerencial e DRE contábil

A DRE contábil segue a legislação societária e as normas contábeis: é a que vai para o balanço, para o banco e para a Receita. A gerencial é livre e serve à gestão. As diferenças mais comuns:

  • Ordem das linhas. A gerencial separa custos variáveis de fixos e mostra a margem de contribuição; a contábil agrupa por natureza.
  • Frequência. A gerencial é mensal, ou semanal; a contábil, em geral, anual ou trimestral.
  • Detalhe. A gerencial pode abrir por produto, unidade ou canal de venda, o que a contábil não faz.
  • Itens fora do padrão. A gerencial pode tirar um evento que não se repete para mostrar o resultado recorrente.

O que o EBITDA mostra

EBITDA é o lucro antes de juros, impostos sobre o lucro, depreciação e amortização. Ele isola a operação: quanto o negócio gera, independente de como a empresa se financia e do regime tributário. É o número mais usado para comparar empresas e para avaliar o valor de um negócio. Mas EBITDA não é caixa: não desconta parcelas de dívida, investimentos nem o dinheiro que fica preso em clientes e estoque. Para essa parte, use a calculadora de fluxo de caixa e a de capital de giro.

DRE todo mês é o que separa a gestão do palpite.

Plano de contas, conciliação, competência e uma DRE gerencial que fecha no começo do mês seguinte. Conte como está o financeiro da sua empresa e um especialista da Marvee responde.

Perguntas frequentes sobre DRE gerencial e EBITDA

É a demonstração do resultado feita para a gestão, e não para o fisco. Ela mostra o caminho da receita até o lucro numa ordem que ajuda a decidir: separa custos variáveis de fixos, mostra a margem de contribuição e pode ser aberta por produto, unidade ou canal. Costuma ser mensal.

Parta da receita bruta do período e tire os impostos sobre a venda para ter a receita líquida. Tire o custo do que foi vendido para ter o lucro bruto, as despesas variáveis para ter a margem de contribuição e as despesas fixas para ter o EBITDA. Depois tire depreciação, resultado financeiro e imposto sobre o lucro até chegar ao lucro líquido.

A contábil segue a legislação e as normas contábeis, e é a que vai para o balanço, o banco e a Receita. A gerencial é livre, feita para decidir: separa custos fixos e variáveis, mostra a margem de contribuição, sai todo mês e pode ser detalhada por produto ou unidade.

Pela DRE: receita líquida menos o custo do que foi vendido, menos as despesas variáveis e as fixas, sem descontar depreciação, amortização, juros e impostos sobre o lucro. Ou de baixo para cima: lucro líquido mais impostos sobre o lucro, mais resultado financeiro, mais depreciação e amortização.

É o EBITDA dividido pela receita líquida. Mostra quanto de cada real vendido a operação gera antes de juros, impostos sobre o lucro e depreciação. Não existe número certo para todo negócio: comércio costuma ter margens menores que serviços e software. O mais útil é comparar com o próprio histórico e com empresas do mesmo setor.

O DAS entra inteiro nas deduções da receita, porque é calculado sobre o faturamento. A linha de IRPJ e CSLL fica zerada, já que esses tributos estão dentro do DAS. Por isso, numa empresa do Simples, o lucro antes do imposto e o lucro líquido costumam ser iguais.